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Importância do Gene MTHFR

O gene MTHFR atua no metabolismo de um carbono, codificando a enzima metiltetrahidrofolatro redutase, que transforma o 5,10 metiltetrahidrofolato em 5 metiltetrahidrofolato, que fornece grupo metil para mais de 150 reações de metilação do nosso organismo.

Variantes genéticas podem comprometer a eficiência da enzima MTHFR, como o polimorfismo rs180133, cujo alelo T tem sido associado a redução da eficiência enzimática de 30 a 40% e pode chegar a uma redução de 70% quando em homozigose (genótipo TT). A frequência do alelo T é relativamente comum na população em geral, aproximadamente 12% para homozigotos (genótipo TT), 50% para o genótipo heterozigoto (CT) e em algumas populações pode chegar a 65%. Portanto, isso significa que em algumas populações de cada 3 pessoas até 2 podem ser portadoras de pelo menos um alelo T. A menor eficiência enzimática, principalmente quando ocorre deficiência de co-fatores como vitamina B9 (folato), B6, B12, zinco e magnésio, pode comprometer seriamente o metabolismo de um carbono e contribuir para a redução da produção de GSH (glutationa), que é responsável pelos processos de desintoxicação de metais tóxicos no organismo, diminuição da síntese de neurotransmissores, aumento da intensidade de processo neuroinflamatório, câncer, doenças cardiovasculares, diabetes, depressão, defeitos de fechamento de tubo neural, obesidade e transtorno do espectro autista (TEA - autismo), entre outros. A presença do alelo T é encontrada em mais de 90% dos casos de TEA e pode levar a um risco 5 a 20 vezes maior de desenvolvimento de TEA. Portanto perfis de genotipagem podem ser muito úteis para estimar o risco de várias doenças e indicar estratégias terapêuticas personalizadas como tipo e dosagem de suplementos dietéticos específicos que devem ser usados para otimizar as funções bioquímicas envolvidas. e assim, reparar, por exemplo, os efeitos neurológicos da inflamação e ao longo do tempo corrigir desequilíbrios, aliviar os sintomas, e otimizar o potencial para um bom estado de saúde. Pacientes portadores de TEA e do alelo T podem necessitar de maior consumo de folato ou suplementação com ácido fólico (HICKEY et al., 2013). Portadores do genótipo homozigoto TT, precisam de mais folato ainda que os heterozigotos (SALES; TOBELLA, 2010). Devido a isso muitas vezes adota-se a suplementação com ácido fólico, que é sintético e precisa ser ativado no nosso organismo por uma cadeia de enzimas. Todas as funções do folato são realizadas pelo tetrahidrofolato e seus derivados de um carbono. O ácido fólico é uma forma oxidada sintética não encontrada significativamente em alimentos naturais frescos (Baylei e Ayling, 2009). O ácido fólico ao ser utilizado, precisa ser convertido em tetrahidrofolato pela di-hidrofolato-redutase (DHFR). Evidências crescentes sugerem que este processo pode ser muito lento em seres humanos. Baylei e Ayling (2009), em um estudo piloto, relataram que a redução de ácido fólico pela DHFR é, em média, inferior a 2%. Além disso, houve uma variação em quase 5 vezes da atividade de DHFR. Essa atividade enzimática é fortemente influenciada por variantes genéticas (polimorfismos). A habilidade limitada para ativar o ácido fólico (sintético), levanta questões sobre os ensaios clínicos usando altos níveis de ácido fólico. A taxa extremamente baixa de conversão de ácido fólico sugere que o benefício da sua utilização em doses elevadas será limitado pela saturação de DHFR, especialmente em indivíduos com genótipo que leve a menor atividade da DHFR, o que pode levar ao acúmulo de ácido fólico não metabolizado no plasma e na urina. Portanto, Em indivíduos geneticamente susceptíveis, o consumo excessivo de ácido fólico (não folato) pode inibir o sistema imunológico,bloquear os stentes coronarianos, aumentar o risco de câncer de cólon, aumentar o risco de asma nos filhos de mães que foram suplementadas com ácido fólico durante a gravidez, acelerar o crescimento de canceres pré-existentes, aumentar o risco de declínio cognitivo em idosos, principalmente em idosos com deficiência de vitamina B12, etc.
Portanto, a ingestão de altas doses de ácido fólico contido em suplementos ou alimentos enriquecidos, potencialmente pode levar ao aumento do risco de doenças, principalmente em portadores de genótipos que levem a menor atividade enzimática da DHFR, cujo alleo de risco é relativamente comum e está presente em aproximadamente 25% da população.


Os genes MTHFR e DHFR fazem perto do perfil de genotipagem para metabolismo de um carbono da Multigene.


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