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Influência do gene CYP1A2 sobre o efeito ergogênico da cafeína

Marcelo Sady Plácido Ladeira


A suplementação com cafeína tem sido utilizada por muitos praticantes de atividade física para melhora do desempenho. Entretanto, cuidado! Pode ser perigoso! Dependendo do seu genótipo pode não ser uma boa idéia.
Previna-se!

A cafeína é uma substância classificada como alcalóide natural do grupo das xantinas e designada quimicamente como como 1,3,7-trimetilxantina. Entre o grupo das xantinas a cafeína é mais atuante sobre o sistema nervoso central e aumenta a produção do suco gástrico e estimula a diurese. A cafeína estimula a síntese da adrenalina e noradrenalina (catecolaminas), que aumentam o metabolismo corporal, frequência cardíaca e pressão arterial. Em doses terapêuticas a cafeína pode estimular o coração e sua capacidade de trabalho. Sua rápida ação estimulante faz dela poderoso antídoto à depressão respiratória em consequência de intoxicação por drogas como morfina e barbitúricos. A ingestão excessiva pode provocar, em algumas pessoas, irritabilidade, ansiedade, dor de cabeça, insônia e aumento do risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

Portadores de arritmia cardíaca não devem consumir cafeína. Vários estudos tem associado a cafeína a benefícios ergogênicos. O uso de cafeína foi associado a melhora de performance em atividades de curta duração e alta intensidade (Bel et al., 2001) e também melhor desempenho em provas de longa duração (Cox et al., 2002). Entretanto, vários estudos relataram respostas heterogêneas. Doherty et al. (2002) e Meyers et al (2005) relataram que aproximadamente 30% dos indivíduos participantes dos respectivos estudos não apresentaram efeitos ergogênicos associados a ingestão de cafeína.

Portanto, o efeito da cafeína, embora evidente, é altamente variável (Womak et al., 2012). A resposta à cafeína pode estar relacionada ao seu metabolismo, o qual é regulado em mais de 90% pela enzima CYP1A2, que tem sua atividade influenciada pelo polimorfismo rs762551 do gene CYP1A2, cujo alelo C leva a menor atividade enzimática, maior risco de hipertensão e doenças cardiovasculares e pobre resposta ergogênica com a utilização de cafeína. Womak et al (2012), avaliaram a influência do polimorfismo rs762551 do gene CYP1A2 sobre o efeito ergogênico com a utilização de 6mg/kg de cafeína em uma prova de 40 km de ciclismo e verificaram que portadores do genótipo AA (metabolizadores rápidos de cafeína) apresentaram um tempo de prova em média 3,8 minutos menor quando comparados aos indivíduos também portadores do genótipo AA, que ingeriram placebo.

Portadores do alelo C (metabolizadores lentos da cafeína) apresentaram o tempo de prova 1,3 minutos menor quando comparados aos portadores do alelo C que ingeriram placebo. Devido a isso, os autores do artigo concluíram que a cafeína pode potencializar significativo efeito ergogênico em ciclistas portadores do genótipo AA do polimorfismo rs762551 do gene CYP1A2. Entretanto, cuidado; mesmo que você seja portador do genótipo AA e possa consumir mais cafeína, consumir cafeína em excesso pode aumentar seu risco de hipertensão e infarto do miocárdio. Se você for portador do alelo C, melhor limitar o consumo a no máximo 100mg/d, mais ou menos uma xícara de café. È importante salientar que a frequência do alelo C pode chegar a 50% em algumas populações.

O gene CYP1A2 é um dos genes analisados no nosso perfil de genotipagem em Atleticogenética Master e também no perfil de genotipagem para intolerâncias alimentares e sensibilidades.

Discutiremos mais sobre o artigo de Womak et al (2012) e sobre sensibilidade à cafeína e o efeito ergogênico da cafeína no nosso curso EAD e presencial: Aplicações da Nutrigenética no Consultório.

Saiba mais: 08000011223.

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